quinta-feira, 19 de abril de 2018

Podcast Strippers - O começo e o fim de Terapia

Terapia, webcomic produzida por mim, Rob Gordon e Marina Kurcis, chegou ao fim no último dia 28 de março, após 7 anos de história. Foi uma jornada poderosa e de grande crescimento pessoal e artístico para nós três.

E, para comemorar e relembrar nossa trajetória, o Podcast Strippers, comandado pelo amigo e quadrinista Digo Freitas, lançou um episódio espacial entrevistando a gente, com direito a revelações, curiosidades, desabafos e várias histórias sobre nosso trabalho juntos.


Acesse o site do Strippers, ou busque pelo podcast no iTunes ou no seu agregador de podcasts favorito, e não esqueça de dar uma nota boa pra ele, porque o trabalho que o Digo vem fazendo nas entrevistas é muito bom e merece destaque. Neste link, você acessa a página do Stripper no Facebook. Você pode, inclusive, se tornar um apoiador recorrente do Strippers, descubra como no link abaixo:


É com grande honra que falamos de Terapia para um podcast tão bacana quanto o Strippers, e esperamos que todos curtam! E, para quem não conhecia Terapia ainda, é só acessar nosso site e ler a HQ na íntegra! 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Opinião - Arte de quadrinista é censurada em evento

Castanha do Pará é uma graphic novel incrível, escrita e ilustrada pelo Gidalti Moura Jr., e foi publicada de forma independente e, 2016. No ano seguinte, foi premiada no primeiro lugar da novíssima categoria "História em Quadrinhos" do Prêmio Jabuti, a mais prestigiada e importante do meio literário no Brasil.

Gidalti, cuja obra também foi indicada ao Troféu HQMIX na categoria "Edição independente de autor", mereceu demais o Jabuti. É uma baita honra, ainda mais na estreante categoria que, finalmente, premia Quadrinhos. O livro é magistralmente ilustrado com pinturas em técnica tradicional, aquarela e tudo mais. A história é envolvente e aborda um menino de rua, o Castanha, e duas desventuras pelas ruas de Belém. Uma das coisas mais interessantes do livro é que as crianças aparecem com cabeças de animais, enquanto os adultos têm cabeças humanas. Castanha, o protagonista, tem a cabeça de um urubu.

Mas esse texto aqui não é (só) para elogiar o trabalho do Gidalti. É para expressar minha indignação com uma censura que o autor sofreu em um evento. A exposição que, vejam só, era em Belém, palco da história do livro, aconteceu em um shopping da cidade. A justificativa para a censura foi que a curadoria da exposição achou que a obra era ofensiva à Polícia Militar.



Vale explicar, como pode-se ver pela imagem abaixo, que a ilustração mostra o menino Castanha fugindo de um PM, no Mercado de Ver-o-Peso, famoso cartão postal da capital paraense. Não tem, na opinião deste que vos fala, nenhum tipo de ofensa ou até mesmo crítica à PM. O que tem de tão errado, tão ofensivo, na ilustração? Tem algo nela que seja mentira e que denigre a imagem da PM?  É apenas uma cena da HQ que sintetiza a trama. Tem um policial perseguindo um menino de rua numa feira. Isso acontece. Nem todo policial é violento, ou de má índole, nem todo menino de rua é bandido. Claro, em uma única imagem é difícil de expressar tudo que a obra completa traz, mas funciona muito bem.



O próprio autor se manifestou em seu perfil no Facebook:

“Sobre censura à capa de meu livro em exposição em Belém, gostaria de declarar total repúdio aos conceitos arbitrários que classificaram a imagem como uma ofensa à polícia militar. A retirada da obra do evento é um gesto que vai contra valores fundamentais que defendo, dentre estes, a liberdade de expressão. A obra é ficcional, tem caráter lúdico e expõem situações rotineiras nas metrópoles brasileiras. Quem a compreendeu como apologia ao crime e/ou a desmoralização da polícia militar, o faz de forma leviana e sem ao menos ler o livro “Castanha do Pará”. A retirada da imagem da exposição é uma vitória parcial da ignorância, do medo e de forças antagônicas à liberdade”

Acredito que censurar a obra pela possibilidade de ser interpretada erroneamente e fora de contexto foi uma escolha péssima da curadoria. Emudeceram a voz do autor. Ao invés disso, deveriam, talvez, fazer algum tipo de suporte às obras, com legendas, informações, sinopse, etc. Não sei se isso estava disponível na exposição. Talvez conversar com o autor e propor uma alternativa, outra arte, sei lá.

Colocar uma faixa preta em cima de uma obra de arte é pior do que tirá-la da exposição. É pior do que pedir pro artista fornecer outra arte. O fato de haver uma faixa preta cobrindo uma obra é mais do que censura, é uma mensagem. É um jeito de tornar conhecida a atitude da censura, expor a todos que vêem que houve a censura. Como a fizeram é uma coisa lamentável. Não só para o artista e sua obra, como também para todo mundo que poderia apreciar o seu trabalho e querer conhecer mais, adquirir o livro, pegar um autógrafo, prestigiar o quadrinho brasileiro, e mais especificamente, o nordestino, que tem autores e obras incríveis.

Ver um tipo de censura a uma obra dessas dá um gosto amargo na boca. Estamos vivenciando uma época estranha onde manifestações artísticas são mal e porcamente interpretadas e tiradas de contexto para sustentar discursos ridículos. Revoltas e xingamentos caem sobre artistas, obras, museus e até os patrocinadores. Sinceramente, em um país onde nosso analfabetismo funcional é ainda tão absurdamente alto, é evidente o analfabetismo artístico, imagético, poético. Não é fácil apontar "culpados", nem é esse meu objetivo aqui. Mas não dá pra negar que o ensino em geral nunca priorizou a arte ou a possibilidade e expandir pensamentos, ideias, conceitos, valores através de uma visão mais esclarecida dela. Falta muita arte na vida das pessoas, mas mais ainda, falta conhecimento, informação, opinião formada de verdade em vez de preconceitos e memes.

Espero que esse tipo de coisa não aconteça mais, e se acontecer, que nossos colegas artistas, leitores, editores, jornalistas, pesquisadores, etc, não deixem barato. Esse tipo de coisa não pode acontecer. Não podemos deixar que voltemos Às práticas de uma época sombria, violenta e sem liberdades.

Para adquirir Castanha do Pará, acesse esse link (Ugra Press)

Você pode ler mais sobre o ocorrido:
Vitralizando, que deu a notícia.
Ramon Vitral conversou com o autor e a curadoria do shopping.
Tiago Regero, d'O Globo, entrevistou Gidalti e a curadoria da exposição.
O Grito

terça-feira, 17 de abril de 2018

Lançamento! Paschoa, lembranças da minha infância

O livro de memórias escrito por minha avó, Paschoa, já está disponível na minha loja online!


Vó Paschoa, nos últimos anos, decidiu escrever suas memórias de infância e adolescência. Esse texto, na íntegra e sem alterações ou correções gramaticais, foi totalmente ilustrado por mim e teve um projeto gráfico cheio de amor feito pela Maria Paula, resultando em um livro muito especial.

Fizemos uma edição especial única em capa dura, que foi presentada para a vó Paschoa pelo seu aniversário de 91 anos, em março de 2018 (na verdade, seu aniversário é em fevereiro, mas o livro levou um tempinho para ficar pronto). Ela adorou o resultado, se emocionou e, agora, é oficialmente uma escritora!

"Você acredita que agora eu sou escritora?"


A pedido dela, e com a vontade de ver suas histórias chegando a muitos leitores, fizemos uma tiragem limitada do livro (desta vez,com capa brochura, mas com o conteúdo idêntico e um texto novo de orelha), que já está disponível em minha loja online.

Você pode adquirir o livro PASCHOA - Lembranças de minha infância por este LINK, ou clicando na imagem abaixo.


Estou muito feliz e orgulhoso com o livro! Todo o estilo do texto inspirou as ilustrações, feitas apenas a lápis e com traços soltos e rústicos, deixando vazios e alternando a suavidade da sugestão com o vigor do detalhe. A ideia de que a memória é fluida, não-linear e muitas vezes foca em determinados detalhes em detrimento de tantos outros, influenciou o pensamento estético.

O projeto gráfico alterna blocos de texto com letterings e espaços vazios, e segue a mesma ideia da memória usada nas ilustrações. As fontes foram escolhidas por lembrarem a tipografia de livros antigos, enquanto o lettering tem uma característica manual texturizada, como se fosse feio a lápis, assim como as ilustrações. A capa foi pensada como a de um caderninho antigo de anotações.



Espero que gostem desse projeto tanto quando eu gostei de fazê-lo, e claro, tanto quanto a vó Paschoa gostou de escrever e levar a vocês.

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Release do livro:
Durante o verão de 2015 a vó Paschoa decidiu escrever suas lembranças de infância e começo de adolescência, narrando a transição de sua vida na roça para a da cidade.
Este livro, elaborado com carinho pelos netos da vó Paschoa para seu 91º aniversário, apresenta essas lembranças transcritas na íntegra e sem alterações gramaticais. A memória, sendo não linear e muitas vezes incompleta, inspirou as ilustrações e diagramação do livro, levando-nos à sensação de que estamos ouvindo as histórias na voz da própria vó Paschoa.
Esperamos que tenha uma boa leitura!

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ISBN: 978-85-917650-3-4
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Formato: 23,5 x 19,5 cm
216 páginas

Edição: Mario Cau
Texto original: Paschoa Daldosso Cau
Transcrição do texto: Ana Beatriz de Souza e Lucas Gouveia Cau
Ilustrações: Mario Cau
Revisão: Monica Vicentini
Projeto gráfico e diagramação: Maria Paula
Impressão: Gráfica Printi
Tiragem da primeira edição: 100 exemplares

terça-feira, 10 de abril de 2018

Resenha - Monstruário no UniversoHQ

O UniversoHQ (o site mais bacana e completo sobre quadrinhos - e que de fato fala sobre quadrinhos, especialmente brasileiros) tem uma seção muito bacana de resenhas de HQs. Na última leva, saiu uma resenha de Monstruário Vol. 1, assinada pelo grande Gustavo Nogueira.

Leia a resenha aqui!

Fiquei muito feliz com essa resenha. Agradeço demais ao Gustavo pelos elogios. Gosto demais de Monstruário e estou começando a trabalhar nas páginas do Volume 2. Estou empolgadíssimo e espero entregar, junto com a equipe toda, uma obra melhor ainda nessa sequência.

O Gustavo, inclusive, lançou um livro com entrevistas feitas por ele com autores de Quadrinhos, que você encontra na Ugra. Conheça mais sobre o trabalho dele no Medium.

Aproveitando o assunto, uma coisa muito importante pra nós, autores, são as resenhar e avaliações de nossas obras. Você, leitor, pode colaborar escrevendo resenhas e avaliações nas lojas online onde nossos livros estão disponíveis, como a Amazon, por exemplo. Isso ajuda muito na divulgação dos livros e nos resultados de buscas por novos leitores.

Então, se tiverem um tempinho, adoraria saber oque acharam dos meus livros, especialmente nos sites. Para isso, seguem os links dos meus livros na Amazon:

MONSTRUÁRIO: 

PIECES - Partes do Todo:

MORPHINE:

TERAPIA Vol.1:

NÓS - Dream Sequence Revisited:

Feitiço da Vila:

Aqui e Acolá:

quarta-feira, 28 de março de 2018

Terapia - Página final

Como prometido no post da última página de Terapia, aqui está a versão da mesma em formato maior, para você poder baixar e ver tudo com mais detalhes!


Terapia, webcomic produzida por mim, Rob Gordon e Marina Kurcis, chegou ao seu final dia 28 de março de 2018, com a página acima. Para ler tudo desde o início, acesse a página da HQ no Petisco, e boa leitura!

sexta-feira, 23 de março de 2018

Evento - Monstruário no Colégio Rio Branco

No último dia 6, eu e o Lucas Oda estivemos no Colégio Rio Branco, em Campinas, para conversar com os alunos sobre a produção e os conceitos de Monstruário. 

Foi uma conversa muito bacana! Falei bastante sobre meu processo criativo, das planilhas e disciplina ao casamento da cor com o traço, até o projeto gráfico final. Lucas falou sobre o universo ficcional, a construção dos personagens, ambientes e, claro, dos monstros. Os alunos fizeram várias perguntas, o que é sempre bom pra desmistificar essa coisa do "autor inatingível", hehe. 

Fica aqui meu agradecimento pelo convite do colégio, pela recepção amigável e pela presença e interesse dos alunos. 

O Blog do Colégio publicou uma matéria com depoimentos dos autores e mais algumas fotos (de onde tirei as fotos deste post). Leia aqui neste link.










Para adquirir um exemplar de Monstruário, você pode acessar minha Loja Online, a loja da Marsupial ou até pela Amazon!

terça-feira, 20 de março de 2018

Evento - Encontro com o Autor em Campinas

Hoje participei do projeto "Encontro com o Autor" no Colégio São José, em Campinas. Conversei com os alunos sobre meu trabalho com HQs, a relação com música e especialmente sobre o livro Feitiço da Vila, onde adaptamos músicas de Noel Rosa. Os alunos fizeram uma exposição com seus desenhos adaptando uma das músicas do Noel, adorei ver suas interpretações!

Foi ótimo! Estou muito feliz com a participação dos alunos (viram como vocês tinham perguntas? Hehe), com a dedicação e carinho da equipe, professores, funcionários, bibliotecária, coordenador... Obrigado de coração pelo carinho!

Além disso, autografei uma pilha deliciosa de livros, doei meus trabalhos pra biblioteca da escola, fiz uma arte especial para eles (conhecimento é poder!) e ainda ganhei um monte de presentes, dos quais os mais especiais foram, sem dúvida, o cartão cheio de carinho, o desenho feito pelos alunos comigo na fachada da escola e o bilhete inspirado do Gabriel Oller falando do quanto gostou do livro.

Gosto demais de conversar com leitores e essas experiências em sala de aula são muito poderosas. Mais uma vez, obrigado a todos pelo carinho! Espero voltar em breve!





segunda-feira, 19 de março de 2018

Evento - Palestra na Unicamp


Essa semana tem o evento Avesso do Avesso no IEL da Unicamp!
Eu, Lucas Oda (roteirista de Monstruário) e Beatriz Linhares (aka Didi Mamushka, autora de Enxerto, Princesa Passarinho, A Semente Rebelde, entre outros) estaremos numa conversa sobre como é trabalhar com Quadrinhos.
Será na quarta-feira, dia 22 de março, às 17h30. Vamos fazer uma mini-sessão de autógrafo com venda dos nossos livros logo após.
Não precisa de inscrição.
Espero vê-los por lá! Ajudem a divulgar!



Release do evento: [2ª edição - Avesso do Avesso: as faces inexploradas dos estudos literários]

se 1 é bom, 2 é bom demais

VEM AÍ A SEGUNDA EDIÇÃO

Avesso do Avesso 2, minha gente!

Pra quem gostou tanto do primeiro que sonhou com um segundo.
E pra quem não pôde curtir o primeiro, mas também sonhou com um segundo. A chance é agora!

O que teremos: roteiro para jogos, desenvolvimento de personagens (escrita criativa), publicação editorial, HQ's, conservação e restauração, e Literatura em mídias digitais.

As atividades estão repletas de profissionais competentes e incríveis.
Vale ressaltar, as mesas de discussão são formadas por alunos(as) e ex alunos(as) do IEL e do IA, convidados especiais para compartilhar experiência conosco.

A programação completa vocês encontram nas imagens.

Inscrições através do forms: https://goo.gl/forms/DdDnkqnZhD3FLKOi2

Qualquer dúvida, nos procurem!

sexta-feira, 9 de março de 2018

EVENTO - Lançamento MONSTRUÁRIO na Ugra!

Neste sábado, dia 10 de março, estarei com toda a equipe criativa de Monstruário na querida loja da Ugra Press, em São Paulo.

Vamos conversar sobre o livro com os leitores e autografar com os leitores. Além de mim, estarão presentes o roteirista Lucas Oda, o colorista Dan Freitas, o letrista Cadu Simões e a designer Maria Paula, que assinou o projeto gráfico do livro.



O evento começa Às 16h e vai até 19h. A Ugra fica na Rua Augusta, 1371, loja 116, em São Paulo! Clique AQUI para ver o evento no Facebook, confirmar presença e compartilhar.





Monstruário - Vol.1 foi publicado pela Marsupial Editora / Jupat Books e foi contemplado pelo edital ProAC.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Vertigo - Além do Limiar

É com grande satisfação que participo de mais um baita projeto com os amigos Will Sideralman e Edson Diogo: "VERTIGO - Além do Limiar" é uma celebração dos 25 anos desse selo de quadrinhos da DC Comics que já trouxe muita coisa importante pros leitores. Inclusive Sandman, de Neil Gaiman e vários artistas, que eu amo.

É por isso que estou muito feliz em ter feito a ilustração da Morte, que contará com um artigo especial escrito pelo Manoel de Souza (editor da revista Mundo dos Super-Heróis). Essa arte faz parte do livro, que também conta com muitos outros grandes artistas, escritores, jornalistas e pesquisadores, além de três entrevistas inéditas com Karen Berger (criadora e editora da linha Vertigo), Jamie Delano (roteirista de HELLBLAZER e NAÇÃO FORA DA LEI) e Peter Milligan (roteirista de SHADE: O HOMEM-MUTÁVEL e HOMEM-ANIMAL), além de um depoimento de Paul Levitz, publisher da DC Comics.

Veja abaixo a ilustração final. Já aviso que essa ilustração estará disponível como print muito em breve!





O álbum terá lançamento nas datas de 14 e 15 de abril, durante o Festival Guia dos Quadrinhos, no Club Homs, em São Paulo. Veja mais informações sobre o evento clicando no logo ou no link.